Borandá, um mergulho na experiência migratória.

 

Resultado do projeto que coloca no palco as experiências humanas dos migrantes, a partir de relatos coletados pelo grupo. Com texto de Luís Alberto de Abreu e direção de Ednaldo Freire, a peça tem no elenco os atores Mirtes Nogueira, Aiman Hammoud, Carlos Mira e Fábio Takeo.

A Pesquisa“Borandá é o resultado teatral da pesquisa feita pela Fraternal sobre o migrante, com o objetivo de refletir sobre a cultura e os valores de uma faixa da população que hoje constitui maioria e que tem alterado consideravelmente o perfil das metrópoles, principalmente em sua periferia e regiões circunvizinhas”, diz Luís Alberto de Abreu. A pesquisa foi iniciada no final do ano passado, quando começaram a ser entrevistados migrantes de várias regiões do País, num total de quinze entrevistas. “O nosso o objetivo era o de estabelecer a saga familiar de cada um desses migrantes, colhendo informações desde sua região de origem, relatos de sua viagem e sua fixação na cidade de São Paulo”.

O EnredoDo material coletado foram criadas três sagas teatrais. “A primeira delas, intitulada Tião, busca traçar o perfil geral do migrante, seu processo de adaptação ao mundo industrial-urbano, a substituição de uma vida e de uma cultura rurais regidas pelos ciclos da natureza por um regime de trabalho contínuo, que muitas vezes o aliena de si próprio”, afirma Abreu. A segunda saga, denominada Galatéa, refaz a trajetória mítica dos heróis cômicos populares, que são obrigados a sair de sua terra de origem em busca de algo que lhe foi tirado. “Construído com traços macunaímicos e do grotesco-cômico, Galatéa é expulso do mundo rural e é empurrado em direção ao mundo urbano”. A terceira e última saga, Maria Déia, traz como protagonista a personagem feminina dentro do processo migratório. “É uma saga dramática que fecha e tenta organizar e dar sentido à trajetória migrante: uma história de exclusão em seu local de origem e local de destino, perda de identidade e, muitas vezes, inconsciência do sentido e valor da própria trajetória”.

Construída toda a partir de elementos do teatro narrativo, Borandá compõe um painel épico do homem e da mulher migrantes. Quatro atores e uma atriz, com elementos mínimos de cena, respondem pelos inúmeros personagens que apresentam as três sagas.

 

FICHA TÉCNICA

 

Espetáculo: Borandá

Autor: Luís Alberto de Abreu

Direção: Ednaldo Freire

Elenco: Fraternal Cia de Arte e Malas-Artes (Mirthes Nogueira, Aiman Hammoud, Carlos Mira e Fábio Takeo).

Sinopse: Quatro saltimbancos se revezam para contar a saga de três migrantes na cidade de São Paulo: Tião, Galatéa e Maria Déia.

Figurinos: Luiz Augusto dos Santos

Trilha Sonora Composta: Kalau

Preparação Corporal: Julião

Duração: Aproximadamente 100 min.

Recomendação: 12 anos

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