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A História de Muitos
Amores, o novo espetáculo da
Fraternal Companhia de Arte e
Malas-artes, sob direção de Ednaldo Freire. Tragicomédia
escrita pelo cineasta e dramaturgo Domingos Oliveira.
A montagem inaugura
uma nova fase da Fraternal que, depois de anos trabalhando com
dramaturgia própria, quase sempre em processo colaborativo com Luis
Alberto de Abreu, resolveu se dedicar ao resgate de textos pouco
conhecidos da dramaturgia brasileira, mas de grande qualidade. “O texto
do Domingos Oliveira nos seduziu desde a primeira leitura”, diz Ednaldo
Freire. “Além de abordar um tema que tem grande afinidade com o nosso
projeto Comédia Popular Brasileira,
a peça também permite apresentar nossas pesquisas no campo da
interpretação e de uma poética referendada na cultura popular, que
estamos desenvolvendo há 15 anos.”
Dentro dessa
proposta, o objetivo da encenação é o de entrelaçar elementos das
culturas erudita e popular. “Estamos trabalhando com referências da
Comédia Dell’Arte, do folclore, da arte circense, do teatro de revista,
do cinema mudo, da animação e do metateatro. Os atores estão sendo
preparados e orientados no sentido de, a partir das diversas técnicas de
interpretação popular como triangulações, pontes, gestos, gags e
narrativas, mergulhar no universo grotesco e sublime, em busca do clima
poético, patético, trágico e cômico proposto pelo texto do Domingos
Oliveira.”
Jogo Cômico
A História de Muitos
Amores
narra as aventuras de Ângela, uma linda
jovem que entra por acaso em um circo decadente e decide se incorporar à
trupe. Contratada por Portobello, dono do circo, Ângela desperta os
desejos de todos os homens, entre eles o trapezista, o palhaço e o
próprio Portobello. Espécie de Colombina, a astuta Ângela dá início
assim a um jogo arriscado, capaz de provocar sentimentos desmedidos de
amor e ódio, ciúmes, traições e, claro, uma boa dose de comportamentos
patéticos e muito humor.
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