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  MEMÓRIA DAS COISAS  

Após fechar o ciclo dos Autos Fe

 

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Após fechar o ciclo dos Autos Festivos com a trilogia sacro-profana: “Sacra Folia”, “Auto da Paixão e da Alegria” e “Eh, Turtuvia”, a Fraternal volta-se agora para aquele que considera o seu trabalho mais experimental. Trata-se do projeto MEMÓRIA DAS COISAS.

A peça se inicia com um personagem de caráter cômico que tem como função organizar, à vista do público, um pouco à maneira de Pirandello, uma representação teatral. Para isso conta investigar a memória de um homem, de aproximadamente cinqüenta anos, que uma noite, ao passar sob o arco de pedra, assustou-se ao sentir eclodir em sua memória personagens de que não se lembrava. Tais personagens se corporificam cenicamente e põem-se a narrar e viver fragmentos de suas lembranças. Inquirido, o homem nega que tais personagens façam parte de sua vida ao mesmo tempo em que vasculha sua própria memória e revela acontecimentos de sua própria existência. Ao final, contrapõem-se os personagens da memória do homem com os personagens que pertencem ao arco de pedra. É esse o material que o personagem cômico, como um diretor ao vivo, deve organizar e transformar em espetáculo.


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